Imprensa

[…] a segunda das obras, com música de João Madureira sobre poemas de Ana Hatherly, obteve uma merecida ovação da parte do público. Dividida em três partes ou “momentos sobre a criação”, a obra apresenta ambientes musicalmente diversos que foram imaginativamente sublinhados pela encenação: o primeiro mais lírico (“No jardim”), o segundo reflexivo (“Arte Poética”) e o terceiro irónico (“Poema 1”). A peça, como foi dito, beneficiou particularmente da magnífica encenação de Ana Tamen, mas também da longa experiência em cena das solistas, Ana Paula Russo e Ana Ester Neves, e da direcção segura de Cesário Costa.

Teresa Cascudo | Público, 14 de Outubro de 2003

 

[…] Tendo sempre presente uma narratividade do percurso e identidade dos diversos elementos estruturantes, João Madureira é um autor de fértil imaginação tímbrica e de considerável destreza no manejo e transformação das texturas, que se assinalava em peças como Miríade e Glosa, e se confirma neste belíssimo Fulgor. Augusto M. Seabra | Público, 31 de Maio de 2005

João Madureira é um compositor do futuro. Não por se dizer de “vanguarda” (coisa que não faz), mas porque a sua música parece falar-nos daquilo que virá. […] Pedro Boléo | Público, 3 de Agosto de 2008

[…] O compositor João Madureira, por fim, representa uma terceira via para a “nova música sacra”, mais perto daquilo que ele próprio admite ser possível (no programa):

fazer “uma ars sacra plenamente integrada na produção artística do nosso tempo”. A sua peça Passio I – III foi um dos pontos de maior interesse da tarde de domingo: a relação da música com o espiritual é aqui muito mais ampla do que a ligação aos ritos (apesar de conter orações, como o Pater inicial), mas também mais actual (mas longe de quaisquer vanguardismos forçados) e que na sua interrogação interior (espiritual) consegue ser simultaneamente tocante e actuante no presente.

Pedro Boléo | Público, 20 de Novembro de 2009

 

Partindo de um efectivo despojado (duas vozes, viola da gamba e tiorba), mas com enormes possibilidades expressivas, o compositor João Madureira (n. 1971) criou uma obra de tocante beleza, intensa espiritualidade e refinamento ao nível da construção musical na sua “Missa de Pentecostes”

Cristina Fernandes | Público, 18 de Março de 2011